SÃO PAULO – A vantagem numérica do deputado federal Celso Russomanno (Republicanos) sobre o candidato à reeleição Bruno Covas (PSDB) na disputa pela prefeitura de São Paulo caiu de 5 para 2 pontos percentuais em uma semana e a distância da dupla para os demais adversários na corrida eleitoral paulistana aumentou para 13 pontos. É o que mostra a quarta rodada da pesquisa XP/Ipespe, realizada entre os dias 19 e 20 de outubro.

Segundo o levantamento, o parlamentar lidera a disputa, com 27% das intenções de voto no cenário estimulado (quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados), contra 25% do tucano. Com a margem de erro de 3,5 pontos percentuais para cima ou para baixo, os dois estão tecnicamente empatados. Covas apresentou uma oscilação positiva de 2 pontos percentuais em relação à semana anterior, ao passo que Russomanno oscilou negativamente 1 ponto.

Eles são seguidos pelo líder dos sem-teto Guilherme Boulos (PSOL), com 13% das intenções de voto – vantagem de 4 pontos percentuais sobre o ex-governador paulista Márcio França (PSB). Os dois também estão em situação de empate técnico.

O candidato Jilmar Tatto (PT) soma 4% – 1 ponto percentual a mais do que no último levantamento. Logo atrás aparecem Arthur do Val (Patriota), Andrea Matarazzo (PSD) e Joice Hasselmann (PSL), todos com 2% das intenções de voto. Outros três candidatos aparecem com 1%: Levy Fidelix (PRTB), Marina Helou (Rede) e Orlando Silva (PC do B). Os demais não pontuaram.

Já o percentual de eleitores indecisos ou que manifestaram intenção em votar em branco ou nulo ficou em 17%. Três semanas atrás, eles somavam 27% dos entrevistados. Com o período de campanha mais curto, a tendência é que esses grupos se movam mais rapidamente entre os candidatos até o dia da eleição.

No cenário espontâneo, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, o prefeito Bruno Covas é quem aparece na liderança, com 13% menções – 3 pontos a mais do que na semana passada. Ele é seguido por Celso Russomanno e Guilherme Boulos. Ambos oscilaram de 9% para 10% no período.

O ex-governador Márcio França aparece com 5% – 2 pontos a mais que Arthur do Val e Jilmar Tatto. Já Andrea Matarazzo e Joice Hasselmann têm 1% cada, enquanto os demais não pontuaram.

O levantamento também revela elevados índices de rejeição dos candidatos. Lideram essa lista Levi Fidelix (65%) e Joice Hasselmann (58%). Na sequência, aparecem Celso Russomanno (51%), Orlando Silva (47%), Jilmar Tatto (49%) e Guilherme Boulos (48%). O prefeito Bruno Covas foi apontado por 41% dos entrevistados e foi o único a registrar recuo no indicador.

De acordo com a pesquisa, Russomanno e Covas lideram a lista dos candidatos em que os eleitores dizem que votariam com certeza: 25% de indicações cada. O tucano, porém, conta com percentual mais elevado dos que afirmam que poderiam votar nele na disputa: 26% a 19%. Depois da dupla, Márcio França é o que aparece com maior potencial apoio: 36% (8% convictos e 28% possíveis), seguido por Guilherme Boulos, com 26% (11% convictos e 15% possíveis).

Apesar de numericamente atrás na disputa no cenário estimulado, Bruno Covas é o candidato considerado favorito na disputa pelos eleitores. Segundo o levantamento, 35% dos entrevistados acreditam que ele vencerá o pleito. Já 25% apostam em Russomanno. O ex-governador Márcio França é a aposta de 4%, e Boulos de 3%. Os candidatos Arthur do Val e Jilmar Tatto são citados por 1% cada.

O levantamento também mostra Covas numericamente à frente de Russomanno em uma das simulações de segundo turno, com 42% das intenções de voto contra 39%. O cenário configura empate técnico, mas é a maior diferença entre os dois candidatos já capturada pela pesquisa. Brancos, nulos e indecisos somam 19%.

Nas demais simulações de segundo turno, Covas e Russomanno aparecem em vantagem contra França e Boulos. Já em eventual disputa entre estes dois, o cenário é de vantagem de 7 pontos percentuais para o ex-governador – 2 pontos a menos em comparação com os resultados da semana anterior.

O levantamento traz também uma melhora na percepção sobre a administração Covas em São Paulo. Hoje são 34% os que consideram a gestão como ótima ou boa e 25%, ruim ou péssima. A diferença, hoje de 9 pontos, era de 1 ponto percentual no final de setembro. Por outro lado, caiu para 25% o grupo de paulistanos que avaliam positivamente o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) – o menor patamar registrado pelo levantamento. O mandatário é o principal cabo eleitoral de Russomanno na disputa.

A pesquisa mostrou ainda que 70% dos paulistanos disseram que com certeza irão se vacinar contra o coronavírus quando houver disponibilidade, enquanto 8% disseram que certamente não tomarão o imunizante. Outros 18% afirmaram que poderão ou não se vacinar, ao passo que 3% não responderam.

Outro dado apresentado pelo levantamento foi um aumento na intenção de comparecimento dos eleitores às urnas. Em três semanas, subiu de 71% para 81% o percentual de respondentes que disseram que com certeza vão votar em novembro. Já o grupo dos que dizem que tomarão a decisão dependendo da situação da pandemia minguou 6 pontos percentuais, para 12%, enquanto os que acreditam que não irão às urnas por conta do risco da doença recuou de 10% para 6% no período.

A quarta rodada da pesquisa XP/Ipespe ouviu 800 eleitores da cidade de São Paulo, entre os dias 19 e 20 de outubro, por meio de entrevistas telefônicas conduzidas por pesquisadores, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número SP-03538/2020.

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