Ceará investe R$ 140 milhões para impulsionar a indústria de calçados

O Ceará está atraindo R$ 140 milhões em investimentos para a indústria de calçados, o que deve gerar mais de 4,1 mil empregos diretos e expandir a presença do setor no interior do estado.

Ceará investe R$ 140 milhões para impulsionar a indústria de calçados

O estado do Ceará está projetando mais de R$ 140 milhões em investimentos na indústria, com a expectativa de gerar mais de 4.100 empregos diretos através de iniciativas de dez empresas do setor calçadista. Esses projetos abrangerão nove municípios do interior, aumentando a presença do estado em uma cadeia produtiva que já conta com 64,9 mil postos de trabalho diretos.

Entre janeiro e julho de 2026, as exportações de calçados do Ceará totalizaram US$ 84,8 milhões, correspondendo a 15,7 milhões de pares, consolidando a posição do estado como o segundo maior exportador brasileiro do setor, atrás apenas do Rio Grande do Sul.

Estratégia de expansão para o interior

Os novos projetos industriais refletem uma estratégia voltada para a expansão econômica em municípios fora dos grandes centros urbanos. Através do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado (Condec) e da Agência de Desenvolvimento do Estado (Adece), o governo do Ceará formalizou Protocolos de Intenção com dez empresas do segmento.

Essas iniciativas preveem investimentos superiores a R$ 140 milhões e a criação de mais de 4,1 mil empregos diretos em cidades como Irauçuba, Granja, Pedra Branca, Baturité, Porteiras, Mauriti, Brejo Santo, Itapajé e Pentecoste.

A expectativa é que esses novos empreendimentos impulsionem as economias locais, ampliem as oportunidades de trabalho e fortaleçam a cadeia produtiva de calçados. A estratégia de interiorização dos investimentos visa estimular o desenvolvimento regional.

Exportações sustentam a competitividade do setor

O Ceará também se destaca no comércio exterior, respondendo por cerca de 19% do valor total exportado pelos cinco principais estados produtores de calçados do Brasil durante os primeiros sete meses de 2026.

Esse desempenho ocorre em um cenário desafiador para a indústria nacional, afetada pela concorrência de produtos asiáticos e pela diminuição do consumo interno. Apesar dessas adversidades, as empresas cearenses conseguiram ampliar suas exportações para mercados estratégicos.

Informações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) revelam um crescimento nas vendas para países da América Latina e América do Norte. A Colômbia, que é o segundo maior mercado externo do Ceará nesse setor, recebeu US$ 11 milhões em produtos, o que representa um aumento de 1,6%.

No Equador, quinto principal destino das exportações, as vendas de calçados somaram US$ 3,4 milhões, com um crescimento de 14,2%. O Peru registrou um aumento de 7,3%, totalizando US$ 2,6 milhões. Já o Canadá, que ocupa a décima posição entre os destinos, destacou-se com a maior taxa de crescimento, de 58,1%, movimentando US$ 1,8 milhão.

Expectativa de novas fábricas no estado

O secretário do Desenvolvimento Econômico do Ceará, Fábio Feijó, ressalta que os resultados evidenciam a adaptação das empresas e as condições favoráveis oferecidas pelo estado para novos negócios.

“Apesar das oscilações e pressões do mercado global, os dados mostram a robustez e a competitividade do nosso polo calçadista. O Ceará continua sendo um porto seguro para investimentos e um modelo nacional em produtividade e qualidade. As perspectivas para os próximos anos são muito promissoras, impulsionadas pela atração de novas fábricas e pela geração de mais de 4 mil postos de trabalho”, afirma o secretário.

A articulação institucional, a disponibilidade de mão de obra qualificada e os incentivos à atividade produtiva são componentes fundamentais da estratégia do estado para garantir a expansão industrial.