A trajetória política de Cid Gomes parecia ter chegado ao fim.
Após reiterar que não participaria mais de eleições, o senador cearense retornou ao cenário político local, com um importante apoio: o presidente Lula.
Com a aproximação das eleições, a candidatura governista começa a tomar forma. Cid Gomes está se preparando para buscar a reeleição no Senado, tendo Júnior Mano como primeiro suplente, o que mantém o PSB integrado ao projeto do governador Elmano de Freitas.
Embora essa decisão tenha sido forjada nos bastidores, um encontro decisivo entre Cid e Lula no Palácio da Alvorada acelerou as negociações. O senador revelou que o presidente fez um apelo para que ele continuasse na disputa: “Sou um soldado do partido”, declarou.
A intervenção de Lula na articulação indica que a eleição no Ceará ganhou relevância em nível nacional. O presidente está interessado em fortalecer sua bancada no Senado e reconheceu em Cid uma figura essencial devido à sua trajetória política e habilidade em fazer alianças.
Uma foto divulgada por Elmano, onde aparecem Lula, Cid Gomes e Júnior Mano, selou uma aliança que foi sendo construída ao longo dos últimos meses.
Entretanto, a configuração da chapa ainda está em aberto.
A escolha para vice-governador permanece indefinida. Domingos Filho, presidente do PSD no Ceará e considerado a terceira maior força política do estado, é o nome mais cotado para ocupar essa posição. Sua inclusão reforçaria a presença do partido na coalizão governista.
A segunda vaga ao Senado também se tornou uma questão central nas discussões entre os aliados. Luizianne Lins surge como uma candidata forte, com a ex-governadora Izolda Cela cogitada como sua suplente. Eunício Oliveira ainda está no jogo, mas sua recente internação para tratar anemia levanta incertezas sobre sua participação nas eleições.
Por outro lado, o retorno de Cid à política altera significativamente o cenário opositor. Ciro Gomes deverá liderar esse campo e enfrentará não apenas uma aliança rival, mas também antigos companheiros que ajudou a formar no Ceará.
Durante muitos anos, Ciro esteve aliado a Cid, Camilo Santana e outros nomes proeminentes que constituíram uma das forças políticas mais robustas do Estado.
Agora, porém, os caminhos dos irmãos se distanciam. Ciro busca estabelecer uma ampla aliança reunindo diversos setores da oposição, incluindo grupos alinhados ao bolsonarismo.
As eleições de 2026 revelam uma das maiores contradições da política: a capacidade de unir antigos adversários enquanto separa aliados históricos e até mesmo membros da mesma família.
Cid e Ciro Gomes, protagonistas de uma das histórias políticas mais influentes do Ceará, estarão em campos opostos em uma eleição que promete transformar o futuro político do estado.
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