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Jogadores e autoridades se unem contra racismo após agressões à Seleção Francesa

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A Seleção Francesa tem enfrentado episódios de racismo durante a Copa do Mundo de 2026. A situação se intensificou após a publicação, no último domingo (11/07), de um artigo escrito pelo ex-primeiro-ministro da Espanha, Mariano Rajoy, que ocupou o cargo entre 2011 e 2018.

No conteúdo do artigo, Rajoy afirmou que, embora a França tenha um time de alto nível, ele não vê jogadores “franceses” na equipe. Essa declaração se refere à presença de atletas descendentes de imigrantes, predominantemente oriundos das antigas colônias africanas.

Crescimento dos casos

Conforme informações reveladas pela Federação Internacional de Futebol (Fifa), houve um aumento alarmante nas manifestações racistas durante o torneio. Na fase de grupos, foram registradas 89 mil postagens abusivas nas redes sociais, um número 13 vezes maior do que o reportado na Copa anterior em 2022. Destas, 11% apresentaram conteúdo racialmente ofensivo.

Marcelo Carvalho, diretor-executivo do Observatório da Discriminação Racial no Futebol, uma organização da sociedade civil brasileira, analisa que a Fifa vem implementando ações para combater esse problema. Ele menciona a adoção do Protocolo Vini Jr., que resultou na expulsão de dois jogadores nesta edição após serem flagrados cobrindo a boca com as mãos em discussões no campo, uma prática que visa evitar a ocultação de ofensas racistas.

A postura ativa de atletas, federações e governos é vista como um avanço significativo na luta contra o racismo no esporte. “Observamos muitos jogadores enfrentando racismo após o caso do Vini, mas que não se calaram; denunciaram porque Vinícius abriu um caminho para isso, assim como Mbappé sempre se manifestou”, afirmou Carvalho.

Caso envolvendo Mbappé

Antes dos comentários de Mariano Rajoy ganharem notoriedade, Kylian Mbappé foi alvo de ataques racistas por parte da senadora paraguaia Celeste Amarilla após a derrota do Paraguai para a França. O atacante respondeu às ofensas declarando que tais comentários não condizem com a responsabilidade esperada de uma representante do parlamento paraguaio. Ele recebeu respaldo da Federação Francesa de Futebol e das autoridades locais.

A federação classificou as declarações da senadora como “absolutamente desprezíveis e inaceitáveis”, além de informar que acionou a Procuradoria da França. Esta instituição deu início a uma investigação sobre crimes de injúria agravada e incitação ao ódio e à violência.

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