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Perspectivas do PSDB para 2026: o que esperar?

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A rivalidade pela federação entre o União Brasil e os Progressistas pode revelar uma situação mais complexa do que uma mera disputa por liderança partidária.

Nos bastidores, membros da oposição temem que essa crise reencene um cenário já conhecido: a desintegração do PSDB nas eleições de 2022.

Essa comparação não envolve os mesmos protagonistas.

O foco está na abordagem estratégica utilizada.

Para compreender essa análise, é necessário voltar ao ano de 2006.

Após romper com Lúcio Alcântara, Tasso Jereissati optou por apoiar Cid Gomes na corrida pelo governo. Assim, o PSDB deixou de concorrer ao Palácio da Abolição e passou a fazer parte de uma ampla coalizão que governaria o Ceará pelos seguintes quinze anos.

Essa estratégia se mostrou eficaz enquanto a aliança se manteve coesa.

Contudo, surgiram efeitos colaterais significativos.

O partido perdeu sua identidade, não renovou suas lideranças e se tornou cada vez mais dependente da influência de Tasso e dos Ferreira Gomes.

Quando houve o rompimento entre PT e PDT em 2022, essa vulnerabilidade ficou evidente.

O PSDB decidiu apostar em um novo aliado, Roberto Cláudio, exatamente no momento em que a coalizão começava a se fragmentar. Lula, Camilo Santana e muitos prefeitos se transferiram para o palanque de Elmano. Simultaneamente, a legenda lidava com uma crise interna provocada pela movimentação de Chiquinho Feitosa, que propunha um outro direcionamento para o partido.

Como consequência, a oposição chegou à campanha dividida e o PSDB saiu das eleições significativamente menor do que antes.

É essa experiência passada que gera preocupação entre alguns dirigentes oposicionistas atualmente.

Na visão deles, a disputa pela federação começou muito antes do início da campanha eleitoral.

Primeiro houve tentativas de impedir sua criação. Em seguida, disputas pelo controle. Depois vieram as articulações em nível nacional e agora a judicialização do processo.

Embora os contextos sejam distintos e os personagens também sejam diferentes, a preocupação persiste: o receio de que a oposição passe mais tempo gerenciando conflitos internos do que elaborando uma alternativa viável para as eleições.

A lição mais importante deixada por 2022 é que partidos não se debilitam apenas quando perdem uma eleição. Eles enfraquecem quando perdem o controle sobre sua própria estratégia.

Por isso mesmo, a disputa pela federação é crucial tanto para o Governo quanto para a oposição.

Mais do que decidir quem liderará um partido, essa disputa pode determinar quem estará melhor preparado para a campanha de 2026.

Na política cearense, essa vantagem geralmente começa a ser construída muito antes da abertura das urnas.

 

 

 

 

 

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