Em uma recente entrevista à A Notícia do Ceará (ANC), o candidato ao Senado, Capitão Wagner (União Brasil), abordou as tentativas de vincular Ciro Gomes (PSDB) ao bolsonarismo no estado cearense.
Embora Ciro tenha nomes da direita em seu palanque, incluindo figuras proeminentes do PL, e tenha obtido apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro para sua formação política em território cearense, Wagner destacou que a aliança estabelecida está focada nas questões locais.
“Fica complicado tentar associar o Ciro ao Bolsonaro, já que ele foi um adversário do Bolsonaro na última eleição e também se opôs ao Lula. Portanto, qualquer esforço para colar alguém que não tem vínculos com o Ciro não será eficaz”, declarou Wagner à ANC.
A declaração de Wagner foi feita durante a cerimônia de inauguração do comitê do deputado federal Danilo Forte (Progressistas), que busca sua reeleição. O evento contou com a presença de diversas lideranças opositoras e candidatos que fazem parte da chapa de Ciro na corrida pelo governo do Ceará.
Entre os participantes estavam Ciro Gomes, Capitão Wagner, o candidato a vice-governador Roberto Cláudio (União Brasil) e Alcides Fernandes (PL), que concorre ao Senado.
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Ciro e Wagner têm história de rivalidade
A atual parceria entre Ciro Gomes e Capitão Wagner surge após anos de desavenças políticas. Durante o evento mencionado, Ciro recordou os conflitos passados com Wagner e mencionou que grande parte das suas divergências estava ligada ao que chamou de “amor cego ao Cid”, referindo-se ao senador Cid Gomes (PSB).
“Nós procuramos o Wagner, que havia sido candidato a governador. Buscamos também Roberto Cláudio, que também se lançou na corrida pelo governo. Cada um deles tem seu valor. O Wagner fez muitos sacrifícios e tem um conhecimento profundo sobre questões de segurança (…). Eu e ele tivemos nossas diferenças porque eu era completamente leal ao Cid e ele se opunha a isso”, relembrou Ciro.
Ciro ainda se desculpou publicamente por críticas dirigidas a Wagner no passado.
“Não tive problemas em pedir desculpas a ele. Nunca ataquei no âmbito pessoal e nunca percebi qualquer mancha moral na honra do Wagner. Pedir desculpas me fez bem e foi um reconhecimento da injustiça cometida”, afirmou.
Ciro rejeita vínculos com Bolsonaro
A formação das alianças por Ciro na disputa pelo governo estadual gerou questionamentos sobre uma possível conexão com o bolsonarismo. No evento, o candidato foi indagado sobre essa associação com o ex-presidente Jair Bolsonaro.
Ciro prontamente refutou essa ideia afirmando enfaticamente: “Eu nunca votei no Bolsonaro”.
Ele também destacou que foi adversário tanto de Bolsonaro quanto de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais realizadas em 2018 e em 2022.
“A mentira é efêmera e aqueles que a propagam se tornam tão poderosos (…) esquecem que todos assistiram minha candidatura à presidência da República em uma eleição disputada contra Bolsonaro e Lula. Não foram apenas uma vez, mas duas vezes”, concluiu.
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